terça-feira, 21 de abril de 2015

LIVRES EM CRISTO

Romanos 6: 17-22

 Dia vinte e um de abril, recordamos a luta dos inconfidentes mineiros pela liberdade do nosso país, sob a liderança de Tiradentes. Boa oportunidade para uma reflexão sobre a nossa liberdade em Cristo.
Sem Cristo os homens estão escravizados pelo pecado, separados de Deus e condenados à morte, sem nenhuma possibilidade de se libertar por si mesmo deste jugo cruel. Quando reconhecemos o sacrifício de Jesus em nosso lugar, na cruz do calvário, e O recebemos, como Senhor e Salvador, ficamos livres do domínio do pecado. Mas o conceito de liberdade nas Escrituras Sagradas é diferente do entendimento do homem natural.
A liberdade em Cristo começa com a obediência. V.17 . Os crentes de Roma haviam obedecido ao Senhor, e Paulo agradece a Deus pelo testemunho destes irmãos. O que eles fizeram? Ouviram sobre a vida e obra de Jesus, creram, receberam pela fé, e entenderam que deveriam seguir a Cristo e ser obedientes à Sua palavra. Você tem procurado moldar a sua vida à vida de Jesus?
A liberdade em Cristo nos faz seus servos – v.18 – Houve uma mudança profunda em nossos corações, Cristo nos libertou do pecado, não o servimos mais. Assim nos tornamos servos da justiça. Servíamos a Satanás por imposição e cruel domínio, não tínhamos opção, mas como servos de Cristo servimos a Deus por gratidão e com liberdade. Você não pode ser servo de Jesus, se Ele não é o Senhor da sua vida, aquele que dirige a sua vida. Você pertence àquele a quem serve. Você tem servido a quem? Ao dinheiro, ódio, prazeres, à carne?  Determine a quem você serve, em seguida, poderá dizer quem é o seu dono. Deixe Cristo ter o controle absoluto da sua vida.
A liberdade em Cristo é o oposto da licenciosidade do pecado – vv.19-20. A ideia bíblica do escravo usada nesta passagem é para mostrar a nossa fraqueza e impotência de nos livrarmos do domínio do pecado. Os escravos são dominados, não tem direitos nem mesmo sobre a própria vida. Devem trabalhar com todo empenho para aquele que é seu dono. Antes de conhecermos a Cristo, entregávamos nossos corpos e mentes para o pecado com todo o empenho. Vivíamos deliberadamente nas práticas pecaminosas. Mas Cristo nos resgatou, agora não mais para vivermos neste estilo de vida fútil. Assim como vivíamos com intensidade para o pecado, devemos viver com todo zelo à vida de santidade. Somos novas criaturas, recebemos a mente de Cristo, portanto devemos viver realizando as coisas que glorificam ao nosso Pai, em santidade.
A liberdade em Cristo nos faz ter vergonha do pecado -  vv. 21-22a. Os frutos do pecado são amargos e nos expõe à vergonha. Na verdade ele não dar aquilo que promete: é atraente, apetitoso, gostoso no início, mas o seu fim é desastroso, é a morte v.23. Como resultado devemos ter vergonha do pecado, bem como de termos sido enganados por ele. Parece que os cristãos perderam a capacidade de se envergonharem do pecado, devemos resgatar tal atitude. Observar quão horrível é o pecado, uma traição ao nosso bendito salvador Jesus Cristo. O salmista expressou o seguinte desejo: “Seja perfeito o meu coração nos teus estatutos, para que eu não seja envergonhado.” Salmo 119: 80. Devemos rejeitar as coisas ocultas, que são vergonhosas. Lembrando-nos de que nada ficará oculto aos olhos do Senhor.
A liberdade em Cristo oferece resultados eternos – vv. 22b-23 – Há um contraste drástico entre os resultados dos dois tipos de servidão. A escravidão ao pecado gera vergonha, remorso, mágoa e morte eterna, a servidão ao Filho de Deus nos dar a vida eterna, e teremos uma vida guiada pelo seu Espírito, que produz em nós amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e o domínio próprio. A escravidão do pecado traz morte eterna, a servidão a Cristo vida eterna, por isso não devemos fixar os olhos nos prazeres momentâneos d esta vida, mas naquilo que produz uma eternidade na presença do Senhor.

Se você ainda não é livre, venha a Cristo, pois se o Filho vos libertar verdadeira- mente sereis livres. E você, meu irmão, seja um servo dedicado e obediente ao seu Mestre.
                                Rev. Liberato Pereira dos Santos

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