segunda-feira, 4 de maio de 2015

UMA SITUAÇÃO DESESPERADORA, A MORTE - SERMÃO

Disponibilizo para os visitantes a apresentação do sermão que preguei na IPBN, dia 03.05.15, que faz parte da série de mensagens com o seguinte tema: ESPERANÇA PARA SITUAÇÕES IMPOSSÍVEIS. Que o Senhor edifique os seus corações através da Sua palavra. Click no link abaixo e faça o download: 

sexta-feira, 1 de maio de 2015

O VALOR DO TRABALHO

  Para a maioria, quando falamos do assunto, o trabalho é com um sentimento de tédio e até mesmo de desespero. Afinal, parece que o trabalho do homem nunca é concluído. Muitas vezes é repetitivo, demorado, chato e nunca parece trazer a recompensa que almejamos. Muitos acham que o trabalho é consequência do pecado, mas esse pensamento não é correto. É verdade que o trabalho se tornou mais difícil e com menor recompensa como resultado da queda, uma vez que Deus afirmou a Adão que ele trabalharia mais para conseguir pouco. A criação inteira foi afetada pelo seu pecado. No entanto o trabalho é um presente antes da queda, responsabilidade dada ao homem para seu benefício e satisfação. Tendo completado a criação, Deus se voltou para Adão e disse-lhe para assumir a responsabilidade por toda a vida animal e vegetal. Ele deveria lavrar a terra e cultivar o jardim do Éden.       É interessante que a chamada ao trabalho está ligada à or dem para observar o sábado. Há uma conexão imediata entre os dois. O descanso só pode ser experimentado pela criação apenas no contexto do trabalho. Um dia de descanso de uma semana de sete dias implica claramente seis dias de afazeres. Um padrão estabelecido para homem pelo próprio Deus.
    Por que o homem deve trabalhar? O que existe no trabalho que dá ao homem significado e propósito à vida? Destaco três pontos:
Ser um trabalhador é ser como Deus. Uma das qualidades essenciais de que somos a imagem e semelhança de Deus é o fato de que usufruímos a sua capacidade criadora. Com as próprias mãos, podemos moldar a nossa direção e suprir as nossas necessidades. Deus estabeleceu um padrão que demonstra essa criatividade no trabalho, quando Ele passou seis dias criando. Ele não é preguiçoso, desleixado ou desocupado. Ele foi diligente. Mas Deus não simplesmente trabalhou, sua obra teve constância e propósito e perpetuidade – continua até hoje e pelos séculos futuros. Portanto, temos de ter o cuidado de seguir o Seu exemplo: trabalhar seis e descansar um. Não obstante, percebemos que muitos preferem descansar seis e trabalhar um.
Ser um trabalhador é cumprir sua missão. O trabalho não é só um dever, é uma bênção! Ninguém pode negar o sentimento de satisfação que ocorre quando sabemos que desfrutamos do fruto do nosso próprio labor. Para o trabalho ser gratificante, deve ser feito a partir de uma motivação altruísta. Não deve visar apenas ao lucro, mas também à contribuição proveitosa que você dar por meio dele. Essa perspectiva é corroborada na história da criação quando ao homem é dito para ter domínio sobre o resto da criação. Quando você coloca a responsabilidade no contexto de seis dias de trabalho e um dia de descanso, mostra-nos o fato de que a motivação do homem deve ser para o bem da criação e para a glória de Deus. Assim, para que o seu trabalho seja cumprido, deve ser feito não somente em benefício próprio, mas também dos outros e, finalmente, e dedicado a Deus.
   Ser um trabalhador é ser equilibrado. Há algumas pessoas que não querem trabalhar de nenhuma forma. Mas há outros que não param de trabalhar. A história da criação dá uma resposta clara para ambos os extremos. Você deve gastar mais tempo trabalhando do que gasta em repouso. Não há nenhuma desculpa para a preguiça ou ociosidade demasiada. Todos devem encontrar algo útil para fazer com suas próprias mãos. Mas você deve utilizar o tempo para descansar, porque isso é igualmente uma parte de sua responsabilidade para com Deus. Portanto, deve haver equilíbrio. O que é necessário para manter esse bom senso e disciplina. Paulo nos diz: “Porque, quando ainda estávamos convosco, isto vos mandamos: se alguém não quer trabalhar, também não coma. Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes intrometendo-se na vida alheia; a esses tais, porém, ordenamos e exortamos por nosso Senhor Jesus Cristo que, trabalhando sossegadamente, comam o seu próprio pão."

     Meu irmão, o trabalho não é uma maldição. É uma bênção! Quando o realiza, você assemelha-se a Deus, cumprindo sua missão com equilíbrio. O trabalho pertence integralmente ao papel do homem feito à imagem de Deus e fornece estrutura significativa para sua existência. Seja um trabalhador e glorifique a Deus.
                                         Rev. Liberato Pereira dos Santos

domingo, 26 de abril de 2015

O SEGREDO PARA VIVER SATISFEITO

O SEGREDO PARA VIVER SATISFEITO
Filipenses 4:10-13
Paulo usa a palavra "contente", no versículo onze, que significa:  "estar satisfeito com o que se tem, independentemente de quão pequeno possa ser".  Você é uma pessoa contente? Se você é, então possui um grande tesouro. “... e, de fato, é grande fonte de lucro a piedade com o contentamento. (1 Tm. 6:6). Alguém já disse que o contentamento "suaviza nossas privações, adoça nossas provisões, e faz da nossa casa um castelo."
      Vivemos num mundo de pessoas descontentes! Ao invés de uma vida de contentamento e gratidão, o que vemos são protestos e murmurações. Queixam da sua casa, quando milhares não têm. Reclamam do trabalho enquanto muitos não têm emprego.  Reclamam do seu carro, quando muitos nunca tiveram um.  Por quê? Porque não aprendemos o segredo do contentamento! Benjamin Franklin disse: "O contentamento torna os pobres ricos, e descontentamento torna os ricos pobres. "
            Há um segredo para a satisfação, e Paulo o conhecia.   Veja as suas palavras: "eu aprendi ", v. 11, significa: "adquirir conhecimento".  "Sei", v. 12, significa "entender, para fazer uma descoberta". "Experimentado", v. 12, significa “ser iniciado". Paulo usa a linguagem dos gregos, "religiões de mistério". Eles alegavam que somente os iniciados tinham conhecimento especial de segredos profundos e divinos. Paulo toma emprestadas palavras deles para nos dizer que ele tem sido iniciado no segredo para viver satisfeito. 
            Para Paulo a essência da satisfação é viver contente com aquilo que você tem. Ter a consciência de que Deus conhece suas necessidades e Ele vai atendê-las. Mt 6:32. “Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso. ” O Senhor pode fazer isso diretamente como fez a Elias (I Rs 17), como alimentou a Israel no deserto com o maná vindo do céu, ou como sustentou a viúva de Sarepta (I Rs 17). Mas Ele pode satisfazer nossas necessidades por meio de outras pessoas como supriu Paulo por meio da oferta dos filipenses. Porém, independentemente do que Ele provê, devemos alegrar-nos em Deus. O que é necessário para satisfazê-lo? Fama, carros, entretenimentos, roupas, festas, e outras coisas. Você fica chateado e murmurando quando não consegue algo que deseja? Em vez de reclamar daquilo que lhe falta, porque não louvar por aquilo que você tem?
            Paulo aprendeu a ter quietude em qualquer situação. Ele estava na prisão, mas não se desesperou ou ficou enfurecido. Em situações difíceis, ele tinha a essência do contentamento. Isso não é autossuficiência, ou seja, “ser suficiente em si mesmo”. Não é aquilo que os palestrantes motivacionais ensinam, pensamento positivo. A palavra grega autarkes, usada por Paulo, no versículo onze, é uma das mais importantes da ética pagã. Esta autarkeia (autossuficiência) era a maior aspiração da ética estoica. Para eles significava uma situação espiritual em que o homem era absoluta e inteiramente independente de tudo e de todos; um estado em que o homem aprendia por si mesmo a não necessitar de nada nem de ninguém. A proposta dos estoicos era alcançar essa autossuficiência eliminando todo desejo e toda emoção. Paulo, todavia, não era estoico, e sim cristão. Para o estoico, o contentamento era uma conquista humana para Paulo, um dom divino. Sua suficiência estava em Deus. Paulo utilizou essa palavra para expressar a sua independência das circunstâncias externas, ele estava sempre consciente de sua total dependência de Deus. Por isso, ele não era movido pelas circunstâncias da vida.
            Paulo conhecia a fonte da sua força. “Tudo posso naquele que me fortalece. ” V.13. Não há espaço para o pessimismo e derrotismo, nem para a presunção, o seu poder vem de Cristo. Ele dá força para enfrentar as adversidades da vida, poder para desfrutar do contentamento, independentemente das circunstâncias. O Senhor está conosco em todo o tempo.

            Aprenda a viver contente, siga as orientações do apóstolo Paulo, certamente você desfrutará de muita alegria e paz, em qualquer situação da vida.  Deus o abençoe.   
                                         Rev. Liberato Pereira dos Santos          

quinta-feira, 23 de abril de 2015

ESPERANÇA PARA SITUAÇÕES IMPOSSÍVEIS - APRESENTAÇÃO DE SERMÃO

Disponibilizo para os visitantes a apresentação do sermão que preguei na IPBN, domingo, 19/04. Iniciando uma nova série com o seguinte tema: "Esperança para situações impossíveis." - Analisamos o caso da Mulher hemorrágica. Desejo que você seja edificado. Em breve disponibilizarei o áudio. Click no link abaixo e faça o download. 
https://mega.co.nz/#!VQhxnKTR!XUCFhbdPmKyZIA-ftscc_j6XqzkJE5v6PbScK6K9NOk

terça-feira, 21 de abril de 2015

LIVRES EM CRISTO

Romanos 6: 17-22

 Dia vinte e um de abril, recordamos a luta dos inconfidentes mineiros pela liberdade do nosso país, sob a liderança de Tiradentes. Boa oportunidade para uma reflexão sobre a nossa liberdade em Cristo.
Sem Cristo os homens estão escravizados pelo pecado, separados de Deus e condenados à morte, sem nenhuma possibilidade de se libertar por si mesmo deste jugo cruel. Quando reconhecemos o sacrifício de Jesus em nosso lugar, na cruz do calvário, e O recebemos, como Senhor e Salvador, ficamos livres do domínio do pecado. Mas o conceito de liberdade nas Escrituras Sagradas é diferente do entendimento do homem natural.
A liberdade em Cristo começa com a obediência. V.17 . Os crentes de Roma haviam obedecido ao Senhor, e Paulo agradece a Deus pelo testemunho destes irmãos. O que eles fizeram? Ouviram sobre a vida e obra de Jesus, creram, receberam pela fé, e entenderam que deveriam seguir a Cristo e ser obedientes à Sua palavra. Você tem procurado moldar a sua vida à vida de Jesus?
A liberdade em Cristo nos faz seus servos – v.18 – Houve uma mudança profunda em nossos corações, Cristo nos libertou do pecado, não o servimos mais. Assim nos tornamos servos da justiça. Servíamos a Satanás por imposição e cruel domínio, não tínhamos opção, mas como servos de Cristo servimos a Deus por gratidão e com liberdade. Você não pode ser servo de Jesus, se Ele não é o Senhor da sua vida, aquele que dirige a sua vida. Você pertence àquele a quem serve. Você tem servido a quem? Ao dinheiro, ódio, prazeres, à carne?  Determine a quem você serve, em seguida, poderá dizer quem é o seu dono. Deixe Cristo ter o controle absoluto da sua vida.
A liberdade em Cristo é o oposto da licenciosidade do pecado – vv.19-20. A ideia bíblica do escravo usada nesta passagem é para mostrar a nossa fraqueza e impotência de nos livrarmos do domínio do pecado. Os escravos são dominados, não tem direitos nem mesmo sobre a própria vida. Devem trabalhar com todo empenho para aquele que é seu dono. Antes de conhecermos a Cristo, entregávamos nossos corpos e mentes para o pecado com todo o empenho. Vivíamos deliberadamente nas práticas pecaminosas. Mas Cristo nos resgatou, agora não mais para vivermos neste estilo de vida fútil. Assim como vivíamos com intensidade para o pecado, devemos viver com todo zelo à vida de santidade. Somos novas criaturas, recebemos a mente de Cristo, portanto devemos viver realizando as coisas que glorificam ao nosso Pai, em santidade.
A liberdade em Cristo nos faz ter vergonha do pecado -  vv. 21-22a. Os frutos do pecado são amargos e nos expõe à vergonha. Na verdade ele não dar aquilo que promete: é atraente, apetitoso, gostoso no início, mas o seu fim é desastroso, é a morte v.23. Como resultado devemos ter vergonha do pecado, bem como de termos sido enganados por ele. Parece que os cristãos perderam a capacidade de se envergonharem do pecado, devemos resgatar tal atitude. Observar quão horrível é o pecado, uma traição ao nosso bendito salvador Jesus Cristo. O salmista expressou o seguinte desejo: “Seja perfeito o meu coração nos teus estatutos, para que eu não seja envergonhado.” Salmo 119: 80. Devemos rejeitar as coisas ocultas, que são vergonhosas. Lembrando-nos de que nada ficará oculto aos olhos do Senhor.
A liberdade em Cristo oferece resultados eternos – vv. 22b-23 – Há um contraste drástico entre os resultados dos dois tipos de servidão. A escravidão ao pecado gera vergonha, remorso, mágoa e morte eterna, a servidão ao Filho de Deus nos dar a vida eterna, e teremos uma vida guiada pelo seu Espírito, que produz em nós amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e o domínio próprio. A escravidão do pecado traz morte eterna, a servidão a Cristo vida eterna, por isso não devemos fixar os olhos nos prazeres momentâneos d esta vida, mas naquilo que produz uma eternidade na presença do Senhor.

Se você ainda não é livre, venha a Cristo, pois se o Filho vos libertar verdadeira- mente sereis livres. E você, meu irmão, seja um servo dedicado e obediente ao seu Mestre.
                                Rev. Liberato Pereira dos Santos

quarta-feira, 15 de abril de 2015

CONTRA A CORRUPÇÃO


      A corrupção é algo que está nas entranhas dos homens, é fruto do pecado. Desde a queda, o homem sem a redenção em Cristo Jesus, está completamente corrompido. Seu coração, pensamento e atos são velozes para praticar aquilo que contraria o propósito de Deus, e consequentemente, prejudica o seu semelhantes, e a si mesmo. 
     Estamos vivendo, em nosso país, um momento vergonhoso! Como afirmou o grande jurista Rui Barbosa: "Chegará o dia em que os homens terão vergonha de ser honestos." Esse é o tempo. A roubalheira, mentira, promiscuidade e tantas outras mazelas dominam o nosso país. O mais triste é perceber que aqueles que praticam gozam de mais prestígios, fama e poder do que aqueles que procuram viver honestamente. 
        Não podemos nos calar. 
      Em primeiro lugar não praticando tais coisas, sendo sal e luz, e concomitantemente levantando a nossa voz de protesto, denunciando o pecado.
   Transcrevo aqui um excelente pronunciamento da Aliança Evangélica Brasileira sobre o assunto:

CONTRA A CORRUPÇÃO

Com as mãos prontas para fazer o mal, o governante exige presentes, o juiz aceita suborno, os poderosos impõem o que querem; todos tramam em conjunto.
(Miquéias 7.3)
O ser humano caiu e tornou-se corrupto, aberto para todo tipo de maldade. Ele passou a viver por conta de seus próprios desígnios e se afastou do bem querer de Deus.
Deus sempre chamou seu povo para cuidar dos grupos mais vulneráveis da sociedade e buscar a justiça, como em Isaías 1.17 e 59.15. O profeta Miquéias condena o abuso dos tribunais por defraudarem as pessoas tomando seus meios de vida (Miquéias 2.2), o abuso dos cargos públicos através do suborno (3.11), as riquezas adquiridas através de práticas comerciais desonestas (6.10, 11) e a conspiração das pessoas no poder para o seu próprio benefício (7.3). As palavras de Tiago contra os ricos corruptos também são duras (Tiago 5.1-6).
O que é corrupção?
Corrupção pode ser definida como abuso de poder para o benefício próprio à custa de outros ou da sociedade como um todo. Este abuso pode ser exercido por pessoas, por grupos, por organizações, por empresas, corporações e instituições religiosas também.
A corrupção é um câncer social que, de muitas maneiras, afeta toda a sociedade. Todas as classes sociais são responsáveis e são afetadas, embora os mais pobres sofram as mais injustas consequências da corrupção.
Uma das formas de corrupção é o suborno, que pode ser definido por “oferecimento, concessão ou promessa de vantagem financeira ou de outro tipo para induzir o receptor a desempenhar suas funções ou atividades indevidamente ou recompensá-lo por já ter agido”. (Documentos do Tearfund sobre o tema.)
A corrupção também tem relação com a vivência da fé cristã e suas implicações éticas, tanto no aspecto pessoal quanto coletivo. Onde há corrupção, há corrompidos e corruptores. É uma manifestação de injustiça. Do lado do corruptor há clara manifestação de desonestidade e também de abuso de poder econômico, ao usar do dinheiro para obter um favor, uma facilitação ou uma vantagem ilegal. Do lado do corrompido, há também desonestidade associada à ganância, que o leva ao ganho indevido e muitas vezes ilegal.
Alguns dados sobre a corrupção
Segundo o diretor-executivo da ONG Transparência Brasil, Cláudio Weber Abramo, e Gil Castello Branco, diretor-executivo do Contas Abertas, é muito difícil quantificar a corrupção por causa de sua própria natureza. Mas um estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, de 2010, estimou que ele fica entre R$ 50 bi a R$ 85 bi por ano. Isso corresponde a 2,3% de toda riqueza produzida no Brasil em um ano. Embora, a evasão e sonegação tenha caído percentualmente em relação ao PIB, comparada a décadas anteriores, osnúmeros da corrupção envolvem muito dinheiro!
Há um Índice de Percepção da Corrupção (IPC), fornecido pela ONG Transparência Internacional, que indica o grau de corrupção entre os funcionários públicos e políticos. São avaliados atualmente 177 países. No IPC de 2013, o Brasil tem nota 42, ficando em 72º lugar dentre as nações. A nota varia entre zero (um país mais íntegro) a 100 (um país mais corrupto). E nãos nos esqueçamos de que a corrupção também é praticada na esfera das empresas privadas.
Esse IPC foi divulgado no início de 2014 e o Brasil não estava sob o impacto das denúncias recentes de toda corrupção que se está levantando nos grandes setores empresariais brasileiras, relacionados à exploração de petróleo e infraestrutura. No Brasil, novamente, o tema da corrupção ganhou espaço e gera grande discussão na sociedade e nos espaços republicanos. Corrupção também foi tema nacional em outros momentos: no suicídio de Vargas, na posse de Juscelino e no golpe de 1964.
A situação afeta muitas outras nações ao redor do mundo. “O Índice de Percepção da Corrupção 2013 demonstra que todos os países ainda enfrentam a ameaça da corrupção em todos os níveis de governo", disse Huguette Labelle, a presidente da Transparência Internacional. Estudiosos do assunto nos dão conta que todos os dias 230 crianças com menos de cinco anos poderiam ser salvas, bastando que as questões relacionadas com a corrupção fossem devidamente abordadas e disponibilizados os fundos necessários para se alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
Estima-se que os países em desenvolvimento perderam cerca de 850 milhões de dólares em 2010, devido aos fluxos financeiros ilícitos (dados do Banco Mundial, em 2012). Somente a evasão fiscal, associada às perdas comerciais artificias embutidas nesta prática, custaram aos países em desenvolvimento cerca de 160 bilhões de dólares por ano. Isso é mais do que os U$ 128 bilhões de dólares que elas recebem de ajuda externa. A falta de transparência em torno dos verdadeiros donos das empresas e outras estruturas legais facilitam estes fluxos financeiros em larga escala.
O que fazer para combater a corrupção?
É comum acreditar que nada possa ser feito para mudar a situação, que o problema seja demasiadamente grande e que os corruptos sejam poderosos demais. No entanto, a Igreja de Cristo, os cidadãos comuns e as organizações da sociedade civil podem fazer a diferença! Abramo, da Transparência Brasil, acha que a pergunta mais importante a ser feita é: o que fazer para combater a corrupção? 
O combate à corrupção passa por ações coletivas que devemos encarar como nação. É a manifestação do pecado humano em forma sistêmica que contamina nossas práticas, nossos processos, os negócios, a aplicação da lei e da justiça. E, certamente, implica em atitudes que, como cidadãos e cristãos, somos chamados a contribuir pessoalmente. Nesse sentido convidamos à leitura do artigo O jeito Brasil de ser corrupto e a Igreja, do pastor e mestre em ética Lourenço Stelio Rega, na revista Ultimato (nº 343, julho-agosto 2013, páginas 24-26).
Cada cristão, seguidor e seguidora de Jesus Cristo, é sal e luz na sociedade onde vive. Temos o dever de sermos vigilantes e participar da vida em sociedade, fiscalizando e denunciando atos de corrupção, inclusive no espaço eclesiástico, nas denominações, nas instituições, nas empresas de comunicação e na política.
A Igreja precisa comprometer-se com ações de combate à corrupção
Nossa sociedade tem dado alguns passos positivos no combate a esse mal. A Lei de Acesso à Informação é importante para que haja controle social das verbas públicas e de sua destinação. Mas falta-nos ainda aprimoramento do controle social e mecanismos efetivos que punam os corruptores.
Dentre os evangélicos preocupados com este mal social, há dois anos, um grupo de irmãos e irmãs reuniu-se em Brasília para debruçar-se sobre este tema, na Consulta sobre Governança Pública e Transparência. Como resultado, com a liderança da organização cristã Tearfund, fundou-se um grupo chamado Ame a Verdade, com a participação da Aliança Evangélica e dezenas de outras organizações evangélicas que atuam em serviço à Igreja e à sociedade. Ame a Verdade se conecta com um movimento em nível global, chamado “Exposed”, apoiado pela Rede Miquéias e pela Aliança Evangélica Mundial, entre outras organizações internacionais.
Ao longo destes dois anos, cristãos de toda parte do mundo conduziram cultos, vigílias de oração, encontraram-se com políticos locais e nacionais e organizaram outras atividades para aumentar o nível de conscientização sobre a praga que se tornou o problema da corrupção. Inclusive aqui no Brasil.
Eles se uniram para lançar uma luz sobre todas as formas de práticas ilícitas, seja na vizinhança ou em outras partes do mundo: nepotismo, suborno, fraude, lavagem de dinheiro, discriminação, extorsão, preconceito, conluio, sigilo, favoritismo e evasão fiscal.
"O cuidado com o pobre está no coração do mandato bíblico e muitas organizações e pessoas em nossa família cristã estão devotadas em lutar contra a pobreza e os seus efeitos adversos sobre o povo”, disse o Dr Geoff Tunnicliffe, Secretário Geral da Aliança Evangélica Mundial (WEA). "Assim, a corrupção impede efetivamente o pobre de ser libertado de sua condição e, portanto, é um tema prioritário que precisa ser destacado e enfrentado."
Evangélicos contra a corrupção na cúpula do G20
Em novembro de 2014, cristãos de todo o mundo aproveitaram o encontro da Cúpula do G20 (o fórum das 20 nações mais poderosas do mundo) e reuniram-se em Brisbane, Austrália, para lançar luz sobre a corrupção. Como resultado da campanha “Exposed” que durou dois anos, o grupo lançou uma carta aberta de líderes cristãos (com apoio da Aliança Evangélica Mundial) e juntou milhares de assinaturas exigindo uma tomada de posição do G20 contra a evasão fiscal e outras formas de corrupção.
"Muitas das nossas Alianças Evangélicas Regionais (7) e Nacionais (129) e outros membros e parceiros têm estado ativamente envolvidos na campanha Exposed nos últimos dois anos”, disse o Dr Tunnicliffe. "Enquanto acompanhamos as conversações do G20 nesse fim de semana e observamos os resultados da campanha a nível global, vamos continuar fazendo a luz brilhar e expor a corrupção em nossa vizinhança e outros contextos."
A Igreja precisa comprometer-se contra a corrupção a partir da oração
Cremos que a oração é instrumento de mudança. Mudança que vem pelo agir de Deus. Mudança que vem pelo nosso agir em compromisso com a vontade de Deus que se estabelece em nossos corações em nosso viver como povo de Deus.
Oremos:
Ø  Para que os cristãos sejam luz e sal onde quer estejam e que sejam intolerantes com qualquer tipo de corrupção, lembrando-se que “o juízo começa pela casa de Deus” (1 Pedro 4.17).
Ø  Para que a igreja seja profeta do Senhor contra a corrupção, mas seja a primeira a dar o exemplo em suas práticas eclesiásticas e vida cotidiana.
Ø  Para que o povo de Deus tenha uma participação efetiva e que seja uma presença que ponha luz nos espaços onde se formulam leis e normas e onde se exerce controle social – os conselhos e as diversas formas de representação e controle social.
Ø  Para que as igrejas gerem filhos de Deus comprometidos com um mundo mais solidário e com menos cobiça, que é fonte de corrupção.
Ø  Para que sejamos intolerantes com a impunidade de quem quer seja.
Ø  Por todos que sofrem as consequências da corrupção, que são os mais pobres.
Ø  Para que a corrupção seja minorada e aplacada em todos os poderes e que os formuladores, gestores e aplicadores das leis sejam menos susceptíveis às diversas formas de corrupção.
Ø  Que, pelo exercício da cidadania, apoiemos a criação de mecanismos que evitem - e não somente combatam - a corrupção.
Ø  Que a igreja em geral e os cristãos em particular apoiem reformas políticas como instrumentos preventivos contra a corrupção.
 Brasil, 11 de abril de 2015
Aliança Evangélica Brasileira
        

segunda-feira, 13 de abril de 2015

MAIS QUE VENCEDORES


Romanos 8:31-39
Certa vez, li sobre a história do Sr. Back, a qual se passou em 1950. Ele era professor de uma humilde escola nos EUA. Após muitos anos de economia, juntou recursos para fazer uma viagem em volta do mundo num cruzeiro. Não conhecia nenhum outro país, seria uma excelente oportunidade para conviver com culturas diferentes. Estava animado com o passeio, mas sabia que teria dificuldades financeiras, por isso, antes de sair, preparou algumas coisas para comer na viagem. Cada momento das refeições, durante o percurso, ele pegava pão e manteiga dormidos e comia. Um dia, no convés, deparou-se com alguém, e começou a conversar sobre o cruzeiro. A pessoa perguntou-lhe se estava gostando das deliciosas comidas do cruzeiro. O professor respondeu que não podia comê-las, pois não tinha recursos suficientes para tal, mas estava comendo biscoitos com manteiga em seu quarto. O indivíduo sorrindo, disse: “As refeições já estão inclusas no preço do cruzeiro. Já comi deliciosas refeições!”
Em vez de nos recolhermos em nossos quartos e comermos bolachas com manteiga, devemos aprender a usufruir dos benefícios da nossa salvação em Cristo Jesus. Todo o preço já foi pago, temos somente que desfrutar da vida vitoriosa que o Senhor nos deu.
Estamos com Deus – V.31“Se Deus é por nós...?” Ele deu o seu único e bendito filho por nós. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3:16) Se aceitamos o Senhor Jesus Cristo como nosso Senhor e Salvador, somos seus filhos, adotados em Cristo, agora coerdeiros com Ele dos céus. Todos os nossos pecados foram pagos, portanto não há mais nenhuma condenação para nós. (Rm 8:1). O Evangelista João, eloquentemente, escreveu: “Filhinhos, vós sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo.” (1 Jo 4:4)
Somos intocáveis – V.31  “... quem será contra nós?” v.33 “Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus?” Nossas almas e nossos corpos pertencem ao Senhor, nada e ninguém nos poderá atingir sem a permissão do Senhor. As nossas lutas, dificuldades, nem mesmo a morte poderão derrotar-nos. O Apóstolo Tiago, em sua epístola, afirma: “Meus irmãos, tende por motivo de grande gozo o passardes por várias provações, sabendo que a aprovação da vossa fé produz a perseverança; e a perseverança tenha a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, não faltando em coisa alguma.”  O Apóstolo Paulo afirma que estava convencido de que nem tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo, espada, morte, vida, anjos, principados, ou qualquer outra coisa será capaz de separá-lo do amor de Deus que está em Cristo Jesus. Se somos filhos de Deus, devemos ter a convicção de que já temos vencido o maligno, e a certeza de que maior é aquele que está conosco do que aquele que está no mundo(I Jo 4:4). O propósito das nossas lutas e dificuldades é o nosso aperfeiçoamento.
Somos mais do que vencedores – v.37 “Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou.”  Muitas vezes em nossas vidas somos tentados a achar que as nossas lutas e dificuldades nos vão derrotar. Sentimo-nos sozinhos e desanimados, porém a Palavra do nosso Deus é enfática, em Cristo nada nos poderá derrotar. Necessitamos tomar posse das promessas do Senhor, e olhar sempre para Ele, e nunca para a dimensão dos nossos problemas. Ele está conosco em todas as circunstâncias e nos fará vitoriosos, em Cristo Jesus.

Não faça a sua viagem, nesta dimensão da vida, como o professor Back, Deus já pagou um alto preço, a fim de que você desfrute do melhor que Ele tem para você. Aproprie-se pela fé das bênçãos do Senhor, saiba que Ele estará sempre contigo. Você é filho amado do Senhor, menina dos Seus olhos, nada poderá derrotá-lo, pois Ele já o fez mais que vencedor em Cristo Jesus.
                                     Rev. Liberato Pereira dos Santos