quarta-feira, 22 de setembro de 2010

DIA DA ESCOLA DOMINICAL


Com um pouco de atraso, mas julgo justo publicar esse artigo em homenagem à Escola Dominical. Espero que você seja edificado. Caso você ainda não seja um aluno da ED quero lhe incentivar a se matricular, pois com certeza você crescerá no conhecimento das Sagradas Escrituras.

Quando comemoramos o dia da Escola Dominical (3° domingo de setembro), normalmente nos lembramos do seu fundador, Sr. Robert Raikes (1736-1811), um jornalista que no ano de 1780, em Gloucester, na Inglaterra, iniciou um trabalho de educação cristã ministrada às crianças que não frequentavam escola. A este homem, sem dúvida alguma, devemos o início sistemático desta escola tão singular, que se espalhou rapidamente por toda a Inglaterra, encontrando oposição, todavia contando também com o entusiasmo e apoio de inumeráveis pessoas, tais como John Wesley e William Fox.

A escola dominical chegou ao Brasil como as primeiras missões protestantes. A primeira escola dominical permanente foi fundada pelo casal Robert e Sarah Kalley, em Petrópolis, no dia 19 de agosto de 1855. Sarah Kalley havia sido grande entusiasta desse movimento na sua pátria, a Inglaterra. A primeira escola dominical presbiteriana foi iniciada pelo Rev. Ashbel Green Simonton, em maio de 1861, no Rio de Janeiro. Reunia-se aos domingos à tarde, na Rua Nova do Ouvidor. A escola, como hoje temos, aparentemente foi organizada de modo mais formal em maio de 1867. Um evento comum em muitas igrejas presbiterianas brasileiras nas primeiras décadas do século 20 era o “Dia do rumo à escola dominical”, quando se fazia um esforço especial para trazer um grande número de visitantes.

A escola dominical é uma das instituições mais úteis, benéficas e duradouras da história do protestantismo. Ela se insere no contexto mais amplo da educação religiosa ou educação cristã, o que sempre tem sido uma preocupação da Igreja, desde os tempos apostólicos. O interesse em instruir, educar e capacitar o povo de Deus foi muito importante no Antigo Testamento, no contexto da família e da vida religiosa de Israel. No período interbíblico, surgiu uma importante agência educativa judaica, que foi a sinagoga. O ensino recebeu enorme ênfase no ministério de Jesus, que foi mestre e reuniu em torno de si seus discípulos. Na igreja primitiva, as atividades didáticas foram fundamentais para a propagação e consolidação do novo movimento, como se pode verificar amplamente nos livros do Novo Testamento.

O homem é um ser educável. Ninguém consegue escapar à educação; ela está em toda parte, intencional ou não, somos bombardeados com informações e valores que contribuem para nos dar uma nova cosmovisão e delinear o nosso comportamento, conforme a assunção consciente ou inconsciente de valores e paradigmas, que reforçam ou substituem os anteriormente aprendidos, manifestando-se em nossas atitudes e nova perspectiva da realidade que nos circunda.

A educação é fundamental para uma construção e transformação social, por isso a nossa ED deve objetivar formar o homem para viver criativamente em sociedade, a fim de que ele possa assimilar, adaptar e transformar a cultura, através de um posicionamento racional, emocional e moral; ou seja, que o homem viva e atue em seu meio, com a integridade do seu ser. Isto só se torna possível, se conseguirmos despertar em nossos alunos o amor e o comprometimento incondicional com a busca da verdade; em outras palavras: compromisso com Deus e a Sua Palavra.

Como alunos, devemos sempre agradecer a Deus pela Escola Dominical, bem como pelos nossos professores que se dedicam na transmissão dos ensinos das Sagradas Escrituras, que podem tornar-nos aptos e plenamente preparado para toda boa obra.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

ENCONTRO DE REVITALIZAÇÃO DAS SOCIEDADES DOMÉSTICA DA IPB - SRN

O Sínodo do Rio Grande do Norte - SRN promoveu, nos dias 03 e 04/09, no templo da Igreja Presbiteriana do Alecrim, um abençoado encontro visando a revitalização das sociedades domésticas. Contamos com a presença da Secretária Geral do Trabalho Feminino da IPB a irmã Eunice Souza da Silva, e da Presidente da Confederação Nacional do Trabalho Feminino da SAF a irmã Ana Maria Prado.

No culto de abertura, com a presença de muitos irmãos e irmãs, o Presidente do Sínodo Rev. José Romeu pregou uma mensagem com o seguinte tema: "A revitalização da Igreja". Click no link a seguir e ouça: http://www.esnips.com/doc/9bde42e9-c639-4e73-9d84-d5ba30f8dd5d/A-revitaliza%EF%BF%BD%EF%BF%BDo-da-Igreja-Pr-Romeu

No sábado, 04/09, pela manhã, o Rev. Liberato Pereira do Santos - Secretário Sinodal e Presbiterial do Trabalho Feminino - minstrou a palavra com o seguinte tema: "Vivendo em Cristo e sendo aperfeiçoado Nele." Click link a seguir e ouça: http://www.esnips.com/doc/2effa87d-fc86-4644-a2de-d56ae047f469/VIVENDO-EM-CRISTO-E-SENDO-APERFEI%EF%BF%BDOADO-NELE


SER UM CRISTÃO AUTÊNTICO E CHEIO DO ESPÍRITO SANTO

O que é ser um cristão? Não é apenas ser arrolado numa igreja cristã. É cristão quem confia plenamente no Senhor Jesus Cristo e, por conseguinte, recebeu o Espírito Santo em sua vida e, na força do Espírito, passa a andar como Cristo andou. Não é ser um mero conhecedor dos ensinos de Cristo, mas alguém que vive como Cristo viveu, faz o que Cristo fez, ama como Cristo amou e obedece a Deus como Cristo obedeceu. Isso só é possível para quem nasce de novo (João 3:3), para quem tem o Espírito de Cristo nele. Paulo, em 1 Coríntios 3:16, nos ensina que cristão é aquele em quem o Espírito Santo habita. Mas uma coisa é ter o Espírito Santo e outra é ser cheio do Espírito Santo. Todos que tem o Espírito Santo precisam ser cheios do Espírito, viver uma nova vida com Cristo.

No dia de Pentecostes todos ficaram cheios do Espírito Santo- Atos 2:1-4. O segredo dos primeiros cristãos é que eles eram cheios do Espírito Santo. Paulo orienta os crentes em Efésios 5:18: “Não se embriaguem com vinho, que leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito.” Este texto nos apresenta alguns princípios para o enchimento do Espírito:

Só se embriaga quem bebe bastante, vinho ou o Espírito. Com pouco ninguém se embriaga. Há diferença entre aquele que diz da boca para fora que é cristão de quem está embriagado pelo Espírito, razão por que devemos encher-nos completamente do Espírito.

O enchimento do Espírito deve ocorrer diariamente. É preciso ter disposição para buscar o enchimento. O que Paulo diz em Ef. 5:18 é: “mas deixem-se encher pelo Espírito”, ou seja, estejam na continua dependência do Espírito, assim receberemos poder para viver em santidade, separados das coisas pecaminosas. Não podemos viver a vida cristã por nossas próprias forças.

O v.18, no original, traz a idéia de algo que precisa ser feito continuamente “encham-se do Espírito de Deus”, e continuem a ser cheios cada vez mais. Todo dia, em todo lugar é preciso ser cheio do Espírito. Quem se enche de álcool fica debaixo de sua influência negativa. Quem se enche do Espírito também, mas uma influência positiva. Alguém cheio de álcool perde o controle de suas ações e faz loucuras. Alguém cheio do Espírito fica cada vez mais consciente do que deve fazer, conforme a vontade de Deus. O álcool influencia tirando a consciência. O Espírito nos dá cada vez mais consciência da vontade de Deus. Ele toca em nosso coração, nos faz ficar sensíveis à voz de Deus, nos orienta nas decisões, nos inspira, nos aperfeiçoa para realizar melhor a obra de Deus. Enchimento não é algo só para uma vez, ou de vez em quando. Deve ser ininterrupto – todos os dias.

Amados irmãos, o enchimento do Espírito é algo que deve fazer parte da vida diária do cristão cada vez mais. Por isso, para se manter cheio é necessário abastecer-se diariamente com o Espírito Santo de Deus, assim devemos: falar entre nós com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando de coração ao Senhor, dando graças constantemente a Deus Pai por todas as coisas, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, e nos sujeitarmos uns aos outros no temor de Cristo.

Que o Senhor nos ajude a sermos cristãos autênticos cheios do Seu Espírito, a fim de que possamos fazer diferença neste mundo dominado pelo pecado.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

ELEIÇÕES 2010 E A LEI DA FICHA LIMPA

A Lei da Ficha Limpa já está em vigor, e os TRE’s já impugnaram mais de 100 pedidos de candidatura em todo Brasil. Porém alguns maus políticos não foram barrados, pois ainda não foram condenados por um colegiado. Se você quer conhecer o passado dos candidatos, o meio mais fácil é usar a internet. Acesse www.transparencia.org.br ou www.fichalimpa.org.br e saiba quem é quem, já que cerca de um terço dos 513 deputados e 81 senadores tem problemas com a Justiça, de acordo com o site Congresso em Foco. No site da Transparência Brasil você clica no link “excelências” e pode saber as citações na Justiça e nos Tribunais de Contas, o patrimônio, a assiduidade e as doações eleitorais de 2,8 mil políticos do Senado, da Câmara, das 28 Assembléias Legislativas e de 25 Câmaras Municipais de capitais.


DESTRUIDORES DE SONHOS


É impossível lutar pelos nossos sonhos sem enfrentar, nos caminhos da vida, os destruidores de sonhos. Há muitas pessoas que nos espreitam, nos encurralam e nos atacam, tentando destruir os nossos sonhos. Essas pessoas não respeitam os nossos sentimentos, não se alegram com as nossas vitórias, antes celebram com prazer doentio os nossos fracassos. Esse fato pode ser visto na vida de Ana. Ana tinha um sonho, o sonho de ser mãe. Ela era estéril. Seu sonho, embora fosse legítimo e justo, foi adiado pelo próprio Deus, que fechou a sua madre. Ana, porém, não desanimou e continuou na luta por seu sonho, derramando sua alma diante de Deus em oração. No caminho da realização de seu ideal, enfrentou três destruidores de sonhos.

O primeiro foi sua rival Penina. Esta tivera vários filhos enquanto Ana, embora amada pelo marido, não tinha nenhum. Penina tinha o ventre fértil, mas o coração estéril, um deserto onde só florecia o espinheiro do ódio e da inveja. As virtudes de Ana incomodavam Penina. A piedade de Ana desmascarava a impiedade de Penina. Ela preferiu perseguir Ana em vez de imitá-la. Penina transformou sua vida num projeto obcecado para destruir os sonhos de Ana. Por isso, sempre que Ana subia à Casa de Deus, Penina a atormentava, amargurando a sua alma, pelo que Ana chorava e não comia. Há muitas pessoas que são incapazes de chorar conosco, de sentir a nossa dor e de se identificar com o nosso sofrimento. Pelo contrário, elas agravam a nossa dor, arrancam lágrimas dos nossos olhos e atentam contra os nossos sonhos.

O segundo destruidor de sonho que Ana enfrentou foi o sacerdote Eli. Ana estava orando na Casa de Deus, derramando sua alma diante do Senhor e o sacerdote, que deveria estar junto dela, apoiando-a naquilo que fazia, abre a boca para julgá-la e para acusá-la impiedosamente. Eli acusou Ana de encontrar-se embriagada na Casa de Deus. Em vez de ser um pastor de almas, transformou-se em destruidor de sonhos. Muitas vezes somos mal compreendidos até mesmo dentro da Casa de Deus. Em vez de receber ajuda, recebemos julgamento. Em vez de encontrar apoio, encontramos condenação. Em vez de encontrar compreensão, encontramos juízo. Precisamos estar atentos e firmes em nossa convicção, para que pessoas não roubem os nossos sonhos ou não emitemos o exemplo do sacerdote.

O terceiro destruidor de sonho que Ana encarou foi o seu próprio marido. Elcana era um marido amoroso, amigo, companheiro e solidário, mas não acreditava que Deus pudesse fazer um milagre na vida da sua esposa. Ele tentou demover Ana do seu sonho. Ele encorajou Ana a desistir de ser mãe. Ele não confiava na ação sobrenatural de Deus. Ele não se uniu à mulher, clamando a Deus por uma manifestação de seu poder. Ao contrário, tentou esvaziar a alma de Ana de toda a esperança. Precisamos ter cuidado com os conselhos que recebemos ou damos. Muitas vezes, os assassinos de sonhos estão muito perto de nós ou talvez fazemos esse papel. Eles podem estar em nossa própria casa.

Ana manteve-se firme e não abriu mão do seu sonho. Não permitiu que as pessoas ao seu redor destruíssem o seu sonho. Ela perseverou em oração e creu fielmente na intervenção de Deus. Ele ouviu seu clamor. Deus curou as suas emoções e também a sua doença. Ana venceu, concebeu e deu à luz Samuel, o maior homem da sua geração, o profeta, o sacerdote e o juiz de Israel, o homem que foi instrumento de Deus para trazer a sua geração de volta ao Senhor. Não paremos de sonhar, mas entreguemos sempre nossos sonhos nas mãos do Senhor e Ele, na sua graça e misericórdia, nos guiará.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A INTIMIDADE COM DEUS

Encontrar satisfação, apoio e segurança em nosso relacionamento com Deus é um processo. Muitos de nós ficamos desencorajados na busca por Deus, porque ansiamos alcançar logo um resultado e que a experiência esteja alinhada com nossas expectativas do que deveria acontecer.


O que podemos realisticamente esperar? A primeira tarefa na busca por intimidade com Deus é lidar com o estado de desconexão que nos mantém afastados dele. Esta é nossa responsabilidade. Para sua morada, Deus procura corações arrependidos e radicalmente confiantes.


O próximo passo é começar uma longa caminhada em direção a Deus, sempre fiel às realidades que despertam uma experiência com sua presença plena. Quando somos verdadeiros no processo de conexão com Deus, ele é consistentemente fiel em dar-nos plenitude, em seu tempo e da sua maneira. Cada um de nós o experimentará de modos diferentes. E ele responderá a cada um de nós de maneiras diferentes, em épocas e intervalos de vida para toda a vida.


A intimidade com Deus não deve ser definida em termos de elementos experimentais. Experiências são muito subjetivas, variadas e individualizadas, para se poder defini-las como parâmetro universal de uma intimidade. Deus não lida conosco de um mesmo modo emocional, intelectual ou espiritualmente. Cada um de nós percebe as coisas de uma maneira única. Se determinamos intimidade pelo que parece ser ou pelo que sentimos, inevitavelmente a definiremos como um indivíduo a vê em sua concepção particular e, dessa forma, causará a decepção de outrem.


Embora ninguém experimente Deus especificamente da mesma forma, todos nós chegamos a Ele com o mesmo mapa. Realizamos a ação; Deus nos responde de uma forma individual. Na realidade, isto é o que as Escrituras nos ensinam, quando nos diz para "chegarmos a Deus e ele se chegará a nós" (Tiago 4:8). Isto é um processo.


Qual é a definição operacional do processo que mantém nossa alma sintonizada em relação a Deus? A busca por intimidade é um compromisso intencional de progredir rumo a Deus e, nesse propósito, aprofundamos nossa consciência acerca dEle, ligando e ficando confiantes unicamente nele, como a única fonte de contentamento, apoio e segurança.


Esta busca por intimidade é um processo intencional. É um processo, no sentido que é uma aventura de toda uma vida sempre com mais contentamento e significado. É intencional porque ninguém atinge a intimidade da noite para o dia; devemos procurá-la. A busca é um comprometimento não negociável da nossa parte, por aplicarmos ativamente os princípios que Deus nos deu, e paciente e persistentemente construirmos nossas vidas baseadas nestes princípios. Eles incluem: uma mudança de atitudes e ações devida ao arrependimento; uma renúncia à nossa autossuficiência, confiando totalmente em Cristo; uma conexão consciente numa comunicação permanente, e; uma ligação com ele na criação, no seu caráter e conduta, na adoração, nas crises, na obediência fiel.


Um pacto com estes princípios fortalece nossa consciência de Cristo, nossa conexão com Cristo e nossa confiança em Cristo. A busca por intimidade com Deus leva a um modo de vida, que gradativamente enche a alma de contentamento, sustento e segurança da sua presença. A busca por intimidade é aprofundar-se na dependência de Cristo, como a fonte máxima de tudo de que necessitamos.


Busquemos com todo o coração a intimidade com o Pai.

sábado, 24 de julho de 2010

TRANSFORMADO PARA SER ÚTIL NO REINO DE DEUS

Há pessoas que começam bem, mas terminam mal. Elas têm um brilhante começo, mas um fim trágico. Assim foi a história de Saul, ungido rei de Israel, mas devido a sua desobediência a Deus perdeu o trono e morreu de forma trágica.



Graças a Deus, muitos também fazem o caminho inverso. Esses caminham para a frente. Aprendem com os fracassos e se levantam na força do Onipotente, para prosseguirem firmes e resolutos nas veredas da justiça. Podemos citar Davi, o pequeno pastor de ovelhas, que se tornou rei de Israel e, de sua linhagem, nasceu o nosso Salvador Jesus Cristo. Porém, agora, quero falar do jovem João Marcos.



Ele foi um cooperador (At 13.5). João Marcos era um jovem humilde e prestativo. Foi auxiliar de Barnabé e Paulo (At 13.5). Nesse tempo, João Marcos era ainda muito jovem e inexperiente, porém sentiu o desejo de acompanhar os dois missionários rumo à região da Galácia. Seu propósito era servir aos dois missionários separados por Deus para tão sublime tarefa.



Em certo momento, foi um desertor (At 13.13). Não sabemos os motivos, mas, no meio do caminho, João Marcos desistiu da viagem, apartou-se de Paulo e Barnabé e voltou para sua casa em Jerusalém. Faltou-lhe talvez coragem e maturidade para prosseguir. Faltou-lhe perseverança para não retroceder. Faltou-lhe forças para continuar servindo aos dois missionários da igreja. O fato, ao que parece, figura como um capítulo sombrio na vida desse jovem. Ele revelou-se um desertor. Ele recuou diante das dificuldades. Ele não teve coragem de seguir adiante.



Ele foi um missionário (At 15.36-39). Era tempo de voltar à segunda viagem missionária. Barnabé, porém, queria levar consigo João Marcos (At 15.37). Paulo, porém se recusou terminantemente dar uma segunda chance ao jovem desertor. Barnabé contendeu com Paulo, mas acreditou em seu potencial e não desistiu de João Marcos (At 15.38,39). Levou-o consigo para Chipre e fez dele um missionário. João Marcos tornou-se um homem valoroso nas mãos de Deus. Além de Barnabé, o apóstolo Pedro também investiu na vida de João Marcos, a ponto de chamá-lo de filho (1Pe 5.13). Esse jovem mais tarde tornou-se o escritor do primeiro evangelho, que leva seu nome, no qual destaca as gloriosas ações de Cristo, apresentando-o como servo perfeito.



Ele foi um homem útil (2Tm 4.11). Paulo estava preso numa masmorra romana. A hora do seu martírio havia chegado. Do interior desse cárcere insalubre e frio, Paulo escreve a seu filho Timóteo, rogando que ele fosse rápido vê-lo em Roma. Chama-nos a atenção uma recomendação do apóstolo a Timóteo: “Toma contigo Marcos e traze-o, pois me é útil para o ministério” (2Tm 4.11). O jovem, antes rejeitado por Paulo, é agora elogiado pelo mesmo apóstolo. Aquele, que um dia o abandonou no campo e não foi compreendido, é agora desejado. Paulo sensatamente muda de opinião acerca de João Marcos e deseja tê-lo ao seu lado antes de morrer. João Marcos fraquejou um dia na vida, mas se levantou. Ele nos mostra que é possível recomeçar, quando confiamos nossa vida às mãos de Deus.



Assim como na vida de João Marcos, nossas deficiências e fracassos não são motivos para ficarmos fora de ação, Deus pode transformar nossa vida e nos reabilitar, para sermos úteis em seu Reino.