quarta-feira, 3 de junho de 2009

JOÃO CALVINO, UM HOMEM QUE DEIXOU MARCAS PROFUNDAS NA HISTÓRIA

A mostra, que vem logo abaixo, nos dá uma idéia de como o grande reformador João Calvino aproveitava bem o seu dia. Algo me chamou atenção, iniciava e terminava com oração, demonstrando inteira dependência de Deus. Não defendo sua infalibilidade, assim como nós, ele acertou, mas também errou em alguns momentos de sua vida, porém sua trajetória foi marcada por um censo profundo da soberania de Deus em tudo.

(João Calvino estudando)

Veja, logo abaixo, como foi esse dia de Calvino:

SUÍÇA
A Calvino o que é de Calvino
Manuel Quintero

Genebra, sexta-feira, 29 de maio de 2009 (ALC) - De uma figura de dimensão universal, cuja obra e pensamento continuam influindo na vida do mundo até os dias atuais, era previsível que seus seguidores aproveitassem a data festiva de meio século do seu nascimento para prestar-lhe homenagens.

Mas uma exposição que está atraindo o público, nesta cidade, mostra um Calvino diferente do que muitas vezes nos apresentam seus seguidores e detratores, e possibilita deixar atrás as caricaturas e o mito e acercar-se do homem real em sua circunstância.

A mostra é fruto do empenho do Museu Internacional da Reforma, cuja diretora, Isabelle Graesslé, favoreceu uma perspectiva que não procura defender nem acusar Calvino, senão propor, com o auxílio de documentos e depoimentos, um inventário honesto de sua obra.

Falar de Calvino quando se cumprem 500 anos do seu nascimento exige colocá-lo em seu contexto histórico, assinalou Graesslé. A exposição “Um dia na vida de João Calvino” permite que apareçam as múltiplas facetas de um homem que ela qualificou ao mesmo tempo de genial “e suscetível, terno e insuportável”.

A exibição apresenta, em animação digitalizada, oito momentos no que teria sido “um dia ideal” dos muitos pelos quais passou o reformador em Genebra.

O
dia tem início às 4h da madrugada, quando Calvino acorda para orar pela primeira — uma prece escrita pelo mesmo para professar ao levantar-se.

O narrador conta que, em razão de sua saúde debilitada, depois de orar Calvino regressava sem demora ao leito e um servente trazia uma toalha morna para aliviar-lhe as dores estomacais.

Três horas mais tarde, depois de ter trabalhado com seu secretário a partir das 5h, Calvino aparece pregando em culto sobre o livro de Jô.

Calvino pregava na Catedral de São Pedro duas vezes a cada domingo e um dia da semana a cada quinzena. Eram sermões de 35 a 40 minutos. O reformador falava lentamente para facilitar a tarefa do estenógrafo que, a partir de 1549, tomava notas detalhadas de seus sermões.

O terceiro pavilhão mostra um episódio muito controvertido na vida do reformador: o julgamento de Miguel Servet. Popularmente, atribui-se a Calvino a morte na fogueira do médico e teólogo aragonês.

Aqui Calvino intervém para esclarecer seu papel neste fato, quando diz: “Muita gente ignorante me atribuiu este juízo, como se eu fora o instigador, quando na realidade ele foi realizado pelo Conselho, que é o poder judicial desta cidade. Não nego que Servet foi preso por petição minha. Mas depois de sua convicção, é bem sabido que eu não pedi para ele a pena de morte”.

O quarto momento, às 11h, apresenta uma animada e saborosa discussão no Consistório entre uma mulher, Francisca Favre, e o próprio Calvino, a propósito do baile — uma prática proibida na Genebra calvinista, onde seus infratores eram condenados a três dias de prisão.

Às 14h, Calvino está ministrando aula no Auditório sobre o capítulo 25 de Gênesis. Às segundas, terças e quartas-feiras, em semanas alternadas, Calvino ensinava uma hora sobre a Bíblia e, a partir de 1549 até a sua morte em 1554, concentrou suas lições no Antigo Testamento.

Às 16h, Calvino está ocupado em sua correspondência. Foi um prolífico escritor de cartas, das quais se conhecem umas 4.500, mas se calcula que uma quantidade similar desapareceu. Calvino correspondeu-se com gente de todas as esferas: príncipes e princesas, líderes protestantes, discípulos e simples pastores de aldeias.

Duas horas depois, Calvino está jantando com seus amigos. Para aliviar seus padecimentos estomacais e frequentes enxaquecas, abstinha-se de certos alimentos. Era, não obstante, um bom gourmet e, para o final de seus dias, aceitou os conselhos de seu médico, Philibert Sarasin, e acompanhou suas colações com uma copa de vinho.

O oitavo e último pavilhão mostra o reformador dizendo suas orações às 21h. Calvino foi um homem de uma rica espiritualidade, sempre disposto a dar graças pela misericórdia de Deus manifestada em Jesus Cristo.

Essa
magnífica exibição estará aberta até 1o de novembro de 2009. Trata-se de uma oportunidade excepcional para aproximar-se do Calvino real.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

QUEM É JESUS PARA VOCÊ?

A pior coisa que pode acontecer na vida é descobrir que parte dela foi perdida por causa de equívocos cometidos. Andar com Jesus, seguir constantemente seus passos, fazer parte de uma igreja cristã e agradar-lhe com o nosso bom comportamento podem ter muito mais a ver com mera aparência do que com a fé verdadeira.
Ter nascido numa família cristã não faz ninguém um cristão. Admirar Jesus a ponto de venerá-Lo não é o que faz o verdadeiro adorador. Podemos chegar a formar um fã-clube em Seu nome e, mesmo assim, não ser reconhecido por Ele, como Seus servos.
A forma como nos relacionamos com as suas palavras e a sua influência na direção e remodelação do nosso caráter são as chaves para o perfeito relacionamento com Ele. Jesus afirmou: "Eu sou o caminho, a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim". O entendimento correto e norteador destas palavras, bem como o seu reflexo em nossa alma, desarmando-a e convertendo-a, determinam diante de Deus e dos homens que tipo de cristãos somos.
Cristo é o caminho. Ele não está referindo-se a uma forma de comportamento, resultante de regras eclesiásticas recheadas de cargas religiosas ritualísticas, sob as quais, pesadamente, muitas pessoas caminham a fim de agradar a certas igrejas, sob o pretexto de agradar-Lhe. Não! Essas coisas, em si, só levam ao engodo da aparência e à insatisfação cristã pessoal e à crise! Ele está dizendo que é a estrada para Deus, o Pai. Como poderia dizer: "Eu sou a ponte, a porta ou o caminho que leva a Deus". Sem Ele é impossível desenvolver um relacionamento com o Pai.
Cristo é a verdade. Ele diz sem rodeios que é a única resposta, a verdade absoluta que põe fim na inquietude da alma humana, não na curiosidade intelectual do ser humano, como querem alguns. Só Ele é capaz de, pela sua luz, relevar o sentido divino da nossa existência. É exatamente isso o que Ele disse: "Eu sou a verdade que cala, sou a resposta final". Só Jesus nos aquieta diante das incertezas que não param, pois é a verdade da fé, inacessível à sabedoria humana, a qual satisfaz completa e definitivamente!
Cristo é a vida. Por mais fragilizada que esteja a vida, quando temos Jesus - a vida, somos espiritualmente intocáveis. Podem até nos roubar o fôlego da vida terrena, mas é d’Ele a garantia de uma vida eterna que põe fim às nossas dores, todas. Assim, pela suficiência de Cristo, não há necessidade nem sentido algum acreditar em outra opção para a vida eterna. Em Cristo, inexiste dívida contra nós, não há carma e nem se faz necessário a reencarnação - Ele é a vida, não a re-vida. A salvação, segundo Ele, é pela fé na obra d’Ele, não nas obras que possamos fazer... Ele nos ensinou que obras são a conseqüência, não o meio para salvação.
Diante disso, quem é Jesus para você? Não há possibilidade de vida plena sem Jesus, a solução dos problemas da humanidade está somente em Jesus! Por meio de Jesus chegamos ao céu, conquistado por sua infinita graça, e a vida eterna, descomplicada!
Minha oração é para que você de fato conheça Jesus e desenvolva um relacionamento íntimo com Ele, e somente assim terá vida em abundância.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

JOVENS, FORTES E CORAJOSOS

Uma palavra pastoral em comemoração ao Dia Nacional da Mocidade Presbiteriana.
Em muitas oportunidades, nas Sagradas Escrituras, Deus nos fala sobre sermos corajosos e ousados: “Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.” (2 Tm 1:7). “Não fui eu que lhe ordenei? Seja forte e corajoso! Não se apavore, nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar.” (Js 1:9). Deus, portanto, nos vê e nos quer como filhos corajosos, porque Ele sabe que, para sermos cristãos verdadeiros, precisamos ter coragem.
A coragem na vida cristã deve ocorrer em todas as áreas, em particular quando somos atacados por tentações de todos os tipos. O difícil é ter coragem para resistir a esses ataques. Muitos não conseguem e se declaram incapazes de vencê-las. Mas Deus nos diz: 1 Co 10:13 “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar. E mais, que a origem de nossas tentações são as nossas próprias cobiças:” Veja como podemos subsistir às tentações:
Ter coragem de identificar nossas fraquezas espirituais - Isso é complicado, porque temos uma inclinação de tentar ignorá-las, embora se mantenham no profundo de nossas almas. Se formos perguntados: “qual é seu defeito?”... pensamos, ficamos sem graça e geralmente afirmamos: “meu principal defeito é ser bom...” Ser bom é qualidade! Na verdade não conseguimos nos expor e dissimulamos. Nunca dizemos o que realmente somos.
A Bíblia esta cheia de exemplos de homens que tinham fraquezas - Ex 2.11 e Nm 20.8,11 revelam uma das fraquezas de Moisés, a ira, que o levou a quebrar as tábuas dos mandamentos escritas pelo próprio Deus e ferir a rocha em desacordo com a ordem de Deus. Em 1 Rs 19.5, Elias mostra sua fraqueza e falta de confiança em Deus, o que o levou à depressão. Gn 27.30 apresenta Jacó com seu defeito de enganador, pelo qual desestabilizou toda a sua família, devido ao seu desvio de caráter. Mt 26.34 indica que Pedro também tinha sua mazelas que eram a imprudência, autoconfiança e inconstância.
Quais áreas de nossas vidas devem ser confrontadas? Às vezes achamos que só as grandes falhas precisam ser tratadas, esquecemos as consideradas pequenas, quase imperceptíveis, como essas. Sejamos francos, não gostamos de lidar com essa questão, mas precisamos! Quando Jesus disse seria negado por ele, Pedro não admitiu sua fraqueza e, de pronto, retrucou: Não! Não demorou muito e negou o Senhor, não obstante antes tenha declarado que nunca o abandonaria. O que Pedro deveria ter feito era cair aos pés do Senhor e reconhecer sua fraqueza, sua inconstância. Quantas vezes, o Espírito Santo nos dá esta oportunidade! Ele mostra a verdade a nosso respeito, mas preferimos fazer de conta que não é conosco, olhamos para o outro lado, e muitas vezes imputamos ao nosso irmão. Mas a Palavra de Deus diz que a tentação “depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte.” (Tg 1.15)
Jovens, identifiquem suas fraquezas, veja quais são — pois, se você não tiver coragem para admiti-las, dificilmente conseguirá vencê-las. Busquem a Jesus. Ele é o único capaz de livrá-los e restaurá-los. Deus lhes quer dar a intrepidez para identificar sua fragilidade e fazê-los mais do que vencedores. Ele lhe deu o espírito de destemor, de ousadia. Seja forte e corajoso, Deus deseja usá-lo para transformar o mundo cruel e perverso. Aproveite a sua mocidade.
Rev. Liberato

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A DIFERENÇA QUE A MÃE FAZ

Em nossa geração, o papel de mãe encontra-se muito desgastado. Ser mãe é muito mais do que gerar e dar à luz a um filho. No mundo materialista em que vivemos, aonde as coisas vêm primeiro que as pessoas, as mulheres estão mais preocupadas em produzir e buscar auto-satisfação, do que se aplicar na missão de ser mãe. Podemos contemplar claramente as conseqüências disso em nossa sociedade.

Quanta diferença a mulher faz no lar! Uma vez por ano, paramos a fim de refletir um pouco sobre este assunto. Qual a diferença que a mãe cristã faz, ou deve fazer, no lar? Nesta palavra pastoral, desejo citar três mães que admiro muito nas Escrituras, para descobrirmos a diferença que uma mãe, pela graça de Deus, pode causar na vida de sua família.

1. ANA – uma mãe que fez diferença por entregar seu filho a Deus. Nossos filhos não são nossos. Pertencem a Deus. Somos mordomos das pequenas vidas que Deus nos confia, para serem moldados conforme a Sua imagem. Somos pastores que cuidam dessas ovelhas para o Supremo e Bom Pastor. Para isso, temos que dedicá-los a Deus, confiantes em que Ele é um Deus bom, fiel, digno do nosso melhor. Ana cria totalmente na soberania de Deus! Deus sabe o melhor. Podemos descansar, entregando nossos filhos a Deus. Ai dos pais que têm um deus tão pequeno que não é digno da confiança de dirigir a vida dos filhos. Que pena dos pais que precisam ser deus na vida dos seus filhos, e não podem confiar num Deus soberano que os ama mais que eles.

2. JOQUEBEDE – Uma mãe que fez a diferença por ensinar seus filhos sobre Deus. Além de entregar seus filhos a Deus, a mãe que tem um grande Deus também faz seu papel de instruir seus filhos a respeito de Deus (Pv 22:6). É um processo de acompanhamento, de construção, colocando o filho no caminho do Senhor. Para Joquebede, Deus é soberano, fiel e nosso único Rei. O mais importante no ensino, que Anrão e Joquebede deram ao pequeno Moisés, foi sua identidade como filho de Deus e o fato de que era melhor obedecer a Deus do que aos homens. Podemos ensinar nossos filhos sobre sua verdadeira identidade como filhos de Deus. Pais que não têm medo de viver pela fé, viver como povo de Deus. Esta mesma fé foi transmitida a seu filho infante, que, depois, escolheu identificar-se com o povo de Deus, fazendo assim uma enorme diferença.

3. EUNICE E LÓIDE – na realidade são duas mães que fizeram a diferença, por equipar seus filhos com a Palavra do Senhor. Muitos consideram Paulo o pai espiritual de Timóteo e têm razão. De fato, Paulo foi o pai na fé que Timóteo nunca teve. Todavia muito antes do Apóstolo, o jovem ministro teve a bênção de contar com uma mãe e uma avó não apenas biológicas, mas também espirituais. Quando Paulo em sua segunda viagem encontrou Timóteo (Atos 16.1-3), a sua situação espiritual já era uma obra praticamente terminada. Era discípulo, com bom testemunho em toda a região de Listra e Icônio. Coube a Paulo dar alguns ‘retoques finais’, para aperfeiçoar Timóteo como servo do Senhor. Para essas mães, Deus se revelou de forma pessoal, pela Sua Palavra! Não os deixou sós, órfãos, mas deu-lhes Sua Palavra para conduzi-los pelo labirinto da vida! Como isso aconteceu? O segredo foi o preparo, os instrumentos dados a Timóteo em casa, baseados na Palavra de Deus!

Amados, a mãe que realmente faz diferença: Entrega seus filhos ao Senhor preparando-os para servir ao Senhor; ensina seus filhos acerca do Senhor e sua verdadeira identidade, exercitando-os para unir-se ao povo de Deus; equipa seus filhos com a Palavra de Deus, para servir ao Senhor de todo o coração. A resposta, porém, não está tanto nas mães, e sim no DEUS dessas mães. Um Deus digno e confiável, a quem entregá-los. Um Deus fiel, que nos deu uma identidade como filhos e por isso coragem para resistir o mal; Um Deus bom, que nos deu Sua Palavra, para conduzir nossas vidas.

Como pais e mães, somos falíveis, mas, pela graça do grande Deus, podemos fazer uma diferença neste mundo, a começar em nossos lares.

Que o Senhor abençoe as nossas mães, dando-lhes sabedoria e graça no exercício de tão nobre missão.

Rev. Liberato

segunda-feira, 20 de abril de 2009

COMPROMETIDOS COM DEUS

"Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando" (Jo 15:14).

Nosso Deus é um Deus de compromisso, Ele está sempre comprometido conosco 24 horas. Com base na sua fidelidade, Ele nos guia, guarda, protege, fortalece e supre todas as nossas necessidades em Cristo Jesus. Se não fosse a sua misericórdia, que se renova a cada manhã, já teríamos sido consumidos, pois somos em muitas circunstâncias desobedientes, não correspondendo em nossa obrigação com Ele.

O que significa ser comprometido com Deus? Você é comprometido com Deus?

O Senhor Jesus certa ocasião afirmou: "Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo" (Lc 14:26,27). Isso demonstra que o compromisso com Deus exige renúncia, abrir mão de muitas coisas. Precisamos renunciar ao nosso eu. Quantas vezes nos apoiamos no ‘eu acho que não tem nada a ver’ e dirigimos a nossa a vida, fazendo coisas que agradam somente ao nosso coração e desobedecemos à vontade de Deus expressa em sua Palavra. Precisamos abdicar dos desejos da natureza pecaminosa (carne), que pende para o pecado. Renunciar as filosofias e idéias deste mundo, que está dominado pelo adversário. Os cristãos, dos nossos dias, não estão mais dispostos a abrir mão dos seus projetos pessoais em prol do Reino de Deus. Em primeiro lugar está a sua satisfação pessoal, depois a vontade de Deus. Até que ponto você está disposto a renunciar a si mesmo?

Para um compromisso com Deus, é necessário aplicar-se às disciplinas espirituais: vida de oração, meditação na Palavra, comunhão, evangelismo e vida simples. Assim teremos uma vida cheia do Espírito Santo. Não há possibilidade alguma de desenvolver um relacionamento íntimo com Deus sem a prática de tais ensinos. Muitos querem as bênçãos do Senhor, mas não estão dispostos a pagar o preço de aplicar-se no desenvolvimento das disciplinas espirituais.

O compromisso com Deus exige perseverança, não podemos deixar-nos ser vencidos pelo cansaço. Vivemos num mundo ativista onde o corre-corre da vida nos leva à fadiga, roubando-nos o tempo para o exercício espiritual. Não podemos acomodar-nos, mas lutar com todas as nossas forças em busca daquilo que nos faz andar em intimidade com o Pai. Muitas serão as adversidades que se levantam para nos embaraçar, porem aquele que perseverar até o fim será coroado pelo Senhor.

Amados, o que vai determinar o nosso compromisso com Deus é o nosso amor. Se você não amar a Deus sobre todas as coisas, Ele nunca será prioridade na sua vida. Quando assim procedemos, temos a consciência de que fomos chamados: “Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça.” (Jo 15:16). Teremos prazer em exercitar os dons que recebemos, aceitando que fomos escolhidos para a glória do Senhor.

Que Ele nos ajude a buscarmos, diariamente, um compromisso maior com Ele. Rev. Liberato

sexta-feira, 10 de abril de 2009

CRISTO RESSUCITOU, ALELUIA!

Próximo domingo, celebraremos a Páscoa, a nova vida que recebemos em Cristo Jesus, “o cordeiro de Deus, que tira todo o pecado do mundo.” O ponto culminante desta celebração é a ressurreição, a doutrina fundamental do cristianismo, como afirmou, com muita propriedade, o Apostolo Paulo: “e, se Cristo não ressuscitou, é inútil a nossa pregação, como também é inútil a fé que vocês têm.”
A ressurreição ocupou o centro da pregação nos relatos dos apóstolos (At 2:24,32; 17:31; e outras passagens), nas cartas de Paulo (Rm 4:24-25; etc.; 2Tt 2:8) e nas demais epístolas (1Pd 1:21; etc.; Ap 2:8).
Precisamos, em nossos dias, de resgatar a pregação da ressurreição, que está adormecida num mundo tremendamente materialista. As pessoas só pensam no tempo presente, no aqui e agora, mas ao pregarmos a ressurreição apontamos para a eternidade. Páscoa é, portanto, anunciar que viveremos para sempre, a morte não tem a palavra final, pois Cristo a venceu.
Anunciar a ressurreição é indispensável, pelas razões seguintes:
Revela o poder de Deus. “E a incomparável grandeza do seu poder para conosco, os que cremos, conforme a atuação da sua poderosa força. Esse poder ele exerceu em Cristo, ressuscitando-o dos mortos e fazendo-o assentar-se à sua direita, nas regiões celestiais.” ( Ef 1:19-20). Nada pode deter nosso Deus, ele tem domínio sobre tudo e todos.
Atesta a divindade de Cristo. O apostolo Paulo, escrevendo aos Romanos, afirmou: “e que mediante o Espírito de santidade foi declarado Filho de Deus com poder, pela sua ressurreição dentre os mortos: Jesus Cristo, nosso Senhor.” Ele é o autor da vida, por isso a morte não pode vencê-lo. E todo aquele que nele crê viverá para sempre.
Prova que o sacrifício de Jesus Cristo, ao derramar seu sangue na cruz do calvário, foi aceito por Deus Pai. O justo morreu pelos pecadores, atendendo a justiça de Deus. Sendo assim, o seu sangue tem poder para purificar toda a humanidade, é o que afirma João, o apóstolo: “Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos pecados de todo o mundo.”
Traz crescimento espiritual às nossas vidas. Estaremos com as mentes focadas no alvo, a eternidade. Não seremos iludidos pelas ofertas passageiras deste mundo, mas cresceremos em santidade, agradando ao Pai Celestial em tudo. “Se quando éramos inimigos de Deus fomos reconciliados com ele mediante a morte de seu Filho, quanto mais agora, tendo sido reconciliados, seremos salvos por sua vida!”
Amados, nesta páscoa, anunciemos com toda ousadia e intrepidez que Cristo ressuscitou e, por isso, somente por meio dele obtemos a vida eterna. Rev. Liberato

quarta-feira, 8 de abril de 2009

OBEDECEI AOS VOSSOS GUIAS

Vivemos no mundo onde a maioria das pessoas resiste a ser obedientes a alguém, cada um faz o que bem entende. Todavia esse não é o legítimo projeto de Deus para sua igreja, Ele estabeleceu homens (pastores e presbíteros) com a incumbência de cuidar, apascentar e alimentar seu povo, de modo que devemos obedecer-lhes
Muitos cristãos não conhecem os perigos que enfrentam, ignorando também a plenitude de suas necessidades espirituais. Cristo providenciou pastores e presbíteros, que “velam por vossa alma” (Hebreus 13:17). Todos os que se tornam cristãos devem fazer questão de que “acateis com apreço os que trabalham entre vós e os que vos presidem no Senhor e vos admoestam; e que os tenhais com amor em máxima consideração, por causa do trabalho que realizam” (1 Tessalonicenses 5:12-13).
Os pastores e presbíteros qualificados servirão de exemplo ao rebanho, quanto ao caráter, à atitude e ao decoro (1 Pedro 5:3). Quando vemos o ensino de Cristo exemplificado na prática, fica mais fácil segui-lo. Essa é uma das maneiras dos cristãos levarem a sério a orientação dos seus lideres. Além disso, quando a experiência deles com a palavra os levam a um discernimento mais claro de como aplicar devidamente a palavra de Deus à nossa vida individual ou ao funcionamento coletivo da igreja, devemos ser receptivos aos seus esforços de nos conduzir pelo ensino. Isso não significa simplesmente nos entregarmos à fé deles, mas deixar que nos orientem no desenvolvimento de nossa própria fé, pela qual poderemos ficar de pé ou cair diante do Senhor.
Não só devemos procurar conhecer nossos lídelíderes, mas estimá-los devidamente e imitar seu exemplo e ensinamento à medida que eles seguem Cristo. Os cristãos são ordenados: “Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma” (Hebreus 13:17). Quando eles tomam as decisões que estão em harmonia com a vontade de Deus, os irmãos devem unir-se e com um só propósito trabalhar em sintonia com a liderança dos seus pastores e presbíteros. Quando reconhecemos o caráter, a maturidade e a experiência deles e entendemos também que eles se esforçam para evitar um governo arbitrário (governando antes para o bem da obra do Senhor), podemos entregar-nos mais confiantes ao parecer deles, ainda que as nossas próprias opiniões sejam divergentes.
Devemos cultivar um espírito de confiança para que fique mais fácil acreditar e obedecer. Se entendermos a oração que Cristo fez pedindo a unidade do corpo, também veremos a necessidade de nos submeter (João 17:17). Se acontecer de alguma vez os lideres conduzirem a igreja erroneamente a um ato contrário ao que Cristo autorizou, a obrigação do cristão é bem clara: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29).
Amados, sejamos obedientes aos ensinos das Sagradas Escrituras, pois assim seremos bem sucedidos em nossas vidas espirituais. Oremos pelos nossos lideres e lhes obedeçamos, promovendo assim a unidade do corpo de Cristo. Rev. Liberato